14 de outubro de 2009

1 de fevereiro de 2009

UM RECADO AOS ESTAGIÁRIOS

Recentemente, abrimos uma vaga para candidatos a um estágio em nossa agência. O anúncio, divulgado em vários sites de comunicação empresarial, era muito claro quanto às exigências. No entanto, em poucas horas e mais de duas centenas de CVs, percebemos a quantidade assustadora de apresentações mal escritas, subjetivas, confusas e, sobretudo, carente de informações relevantes. A deficiência é tão chocante que estamos pensando em desenvolver um curso sobre o assunto. Enquanto não disponibilizamos, por favor, estagiários, não deixem de mencionar pelo menos o bairro em que residem. Afinal, São Paulo não é Borá.

A imagem abaixo foi enviada pelo meu amigo e ex-colega de classe Zé Renato







28 de novembro de 2008

CI EM SHOPPINGS: A ARTE DE HARMONIZAR INTERESSES

A RP Vanessa me pede algumas dicas de pautas para o jornal interno que ela cuida num shopping do interior de SP. Vanessa, antes de qualquer coisa, devo dizer que a CI num shopping exibe um perfil relativamente complexo. É preciso saber, primeiro, quem é o "dono" da publicação. Quem paga a conta? O próprio condomínio? A associação dos lojistas? Ou patrocinadores, como, por exemplo, fornecedores ou alguns lojistas especificamente? Com esta informação, fica mais fácil delinear a concepção editorial do jornal.

Escrever para e sobre um shopping significa desenvolver a arte de harmonizar interesses distintos e legítimos. Afinal, embora todos os profissionais que atuem num shopping olhem numa mesma direção (as vendas), é preciso entender que os conceitos de gestão podem ser bem diferentes entre lojistas, administradores, publicitários, marqueteiros etc.

De qualquer forma, um modelo interesse de pauta é unir informação atualizada, com orientação e prestação de contas.
Informação atualizada consiste em abordar eventos, premiações recebidas, inaugurações e reformas de lojas, campanhas publicitárias e outros temas que denotem uma pulsação permanente do empreendimento.

Orientação é levar para os lojistas, de forma simples e objetiva, temas relacionados à gestão administrativa, contemplando RH, Marketing, Finanças e outras áreas fundamentalmente ligadas ao varejo. Para isso você pode buscar apoio com instituições especializadas. Algum professor da FGV, por exemplo, pode assinar um breve artigo sobre gestão financeira. Ou que tal pedir ajuda a um publicitário sobre a forma ideal de trabalhar o visual merchandising? Não faltam opções.

Prestação de contas é jamais esquecer de explorar o jornal como meio de comunicação para divulgar aos lojistas todo o esforço da administração. É tornar claro como os recursos provenientes dos aluguéis, das taxas de condomínio, do fundo de promoção e outras eventuais fontes são adequadamente utilizados em benefício do próprio negócio. Você pode, por exemplo, a cada edição destacar o papel das equipes de Marketing, Finanças, Operações etc. Além de reconhecimento e motivação, isso contribuiu para a integração.
Vanessa, antes de se preocupar com a pauta específica, pergunte-se: qual a missão do meu jornal? Boa sorte e bom trabalho.

26 de novembro de 2008

PRA GALERA DE CI DO COMUNIQUE-SE

Pessoal, valeu a participação no curso deste último final de semana (Comunicação Interna: Como Produzir uma Mensagem de Valor). Agradeço a presença, o envolvimento e, sobretudo, a avaliação em torno do palestrante e do conteúdo. Acho que peguei um pouco pesado com a teoria, mas era necessário para contextualizarmos nosso papo.
Espero que curtam o material deste blog, superalinhado com o que falamos. Quem tiver dúvidas, quiser comentar os temas, perguntar sobre dicas, botar a boca no trombone... fique à vontade. O espaço é para isso. Ah, não esqueçam, hein: cuidado com o MP3!
Abraços, Fábio

TEORIA PODE SER UM PÉ, MAS, NO FUTURO, SERÁ A MÃO NA RODA


Ao imaginar um plano de comunicação pense aonde você quer chegar. As ferramentas que você irá utilizar são importantes, mas são apenas um meio. Mais importante do que "o que" é o "como". Em seu projeto jamais esqueça, por exemplo, de contemplar os aspectos logísticos (notícia boa é notícia divulgada), jurídicos e econômicos.
Outra coisa importante: seu leitor deve ser o primeiro na empresa a saber as coisas que acontecem onde ele trabalha. Não deixe que os funcionários sejam "furados" pela imprensa.

25 de novembro de 2008

DICAS PRÁTICAS


Chão de fábrica: opte por uma linguagem mais lúdica, com pouquíssimos textos e muitasimagens. Usar impressos com cara de gibi é uma ótima opção. Outra alternativa de ferramenta é o jornal mural. Mas avalie se o local de trabalho dispõe de quadros ou painéis onde o material possa ser afixado e cuja localização tenha realmente um fluxo significativo. Não esqueça: jornal mural exige também pouco texto e fontes grandes, facilmente visíveis. Um coloridinho no design ajuda bastante.

Intranet: empresas que se comunicam internamente com uso frequente de intranet, obviamente, são um terreno fértil para uma comunicação igualmente digital. Além do fator tecnologia, a própria cultura do usuário favorece esse tipo de comunicação. Potanto, vale a pena explorar a intranet para divulgar aquelas notinhas especiais. Converse com a turma da área de TI e veja a possibilidade de mensurar a audiência de seu noticiário. Afinal, o fato de todo mundo acessar a intranet não significa que esse povo todo está acessando a sua notícia. Afinal, você tem grandes concorrentes: o calendário de feriados, os horários dos ônibus, a data de pagamento, a programação de férias...

Enquetes: Aproveite a intranet para promover enquetes. Vale a pena questões como: que tipo de veículo você prefere para se informar (rádio, tv, jornal, revista ou internet)? Ou: considerando o período útil (de trabalho), qual o seu dia preferido? São perguntinhas cujas respostas podem lhe trazer subsídios interessantes para compor pautas e táticas de gestão compartilhada com o RH.

E-mails: em empresas de cultura digital, os e-mails e correios internos são também um ótimo canal para distribuir suas mensagens de forma rápida e objetiva. Mas não esqueça de consultar TI sobre as restrições de uso em razão de espaço ou formato. Se receber sinal verde, opte por mensagens curtas que podem ser desenvovidas em formato de banner, mais ou menos no tamanho 20cm x 10cm, o que ocupará a tela já de cara, sem necessidade de rolar a barra, dependendo, claro, da configuração do usuário.

Pontos de contato: tão importante quando avaliar a forma e o conteúdo é observar os canais de distribuição das suas mensagens. Conheça bem o seu local de trabalho e visite outras plantas ou unidades da empresa. É fundamental para um comunicador tem uma visão dos locais de trabalho de seu público. Assim, você pode identificar pontos interessantes de contatos. Locais em que você pode explorar determinadas ferramentas. Ex: ponto eletrônico. Que tal afixar um cartazete neste local? Transporte coletivo. Que tal distribuir dentro do veículo uma revista na sexta-feira, na volta do funcionário para casa? Ele estará mais relaxado e levará a publicação para a família. Há ainda o hollerith, o refeitório, os vestiários...Olho vivo.

Varejo: investir em comunicação digital para o público que trabalha em lojas pode ser uma tragédia, até mesmo com o público de nível gerencial. Além do ritmo frenético a que está sujeito este consumidor de informação, sua dinâmica de trabalho exige que permaneçam o maior tempo na área de vendas ou em locais como estoque, descarga, etc. Para esse pessoal, nada melhor que um impresso. Mas tem que ser com um conteúdo light. Cuidado, o pessoal de vendas às vezes que pegar pesado na mensagem. Isso pode ser um tiro no pé.

Vendedores: SMS funciona muito bem para mensagens a jato. Informar data comemorativa, prêmios, campanhas, etc. Se tiver algum impresso, inclua o vendedor também no mailing, mas é recomendável para o veículo para a sua casa.

Terceiros: que tal solicitar da empresa terceirizada seu plano de comunicação ou então o código de ética da empresa? É prudente todo comunicador saber com que cultura externa está lidando. Isso facilita eventuais necessidades de alinhamento. Se o seu terceiro já criou raíz dentro da empresa, atuando especialmente em áreas estratégicas, avalie se já não é hora de inclui-lo no mailing. É um caminho para fidelizá-lo ainda mais. De modo geral, terceiro pode sim entrar no plano de comunicação, mas tudo depende do objetivo e do assunto em questão.